quarta-feira, 15 de junho de 2011

Fwd: PRESIDENTE (A)

---------- Forwarded message ----------
From: Catia Peters Moreira
Date: Wednesday, June 15, 2011
Subject: PRESIDENTE (A)
To: Nyldo Sergio Moreira , DEKO , opeterscorretora@globo.com, FATIMA &
ROBERTO LAMEGO , Marilu Moreira , MARGARIDA & ROBERTO


SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA DILMA"
O   Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos e
despachos iniciais de Dilma Rousseff.

As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras
(maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e
emissoras de rádio e televisão; afinal os veículos de comunicação tem
a ética de escrever e falar certo.

* * *
Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada
de Presidenta, e ponto final.
Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este
assunto e que foi enviado pelo
leitor  Hélio Fontes, de Santa Catarina, intitulado     "Olha a Vernácula"
Vejam:
Na língua portuguesa existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente.

Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
ação que expressa um verbo,
há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
 Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta",
independentemente do sexo que tenha.
Diz-se capela ardente, e não capela "ardenta";
Diz-se a estudante, e não "estudanta";
Diz-se a adolescente, e não "adolescenta";
Diz-se a paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo seria:
"A  presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que
imagina ter virado eleganta

 para tentar ser nomeada representanta.
 Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta
dirigenta política,

dentre tantas outras suas atitudes barbarizantas, não tem o direito de
violentar o pobre português, só para ficar contenta."

Assim ela pareceria mais inteligenta     e   menos jumenta.


Zelia (Jornal O Globo)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Bombeiros: a responsabilidade é do Sérgio Cabral

Raramente utilizo deste artificio para colocar a minha opinião neste blog, por achar que devo ser imparcial e colocar dados que possam agregar alguma coisa na discussão política do cenário brasileiro, sobretudo no tocante a eficiencia administrativa (inexistente).
 
No caso dos bombeiros, é impossível negar que a atitude de motim existiu e que, por serem militares,  as leis militares devam ser impostas e reforçadas, pois indisciplina é inaceitável no meio militar (assim como deveria ser inaceitável na sociedade, como nas escolas e no transito, mas ainda estamos longe disso acontecer na sociedade).
 
Mas também, é inegável, que o governador se negou a tentar contornar ou negociar com os bombeiros que há semanas estão protestando e demonstrando sua insatisfação. O chefe ao escutar reclamações, deve sentar e negociar. Ao se negar fazer isso ele abriu a possibilidade do motim.
 
É triste ver o governador (chefe das forças) se referir ao que seriam seus comandados de irresponsáveis. Irresponsável foi ele ao permitir que a "corda fosse esticada demais" e que arrebentou. É mais um ato de propaganda política que mostra a tentativa de se eximir de responsabilidade. Governador Sérgio Cabral é o responsável por esta confusão !!! É ele mesmo responsável por essa vergonha!!!
 
Hoje, escutei na CBN dados importantes para entender a insatisfação, o salário do bombeiro iniciante do estado do RJ é a metade do salário do bombeiro iniciante nos estados da Bahia, Paraná e outros. Detalhe, o bombeiro do RJ é detentor do record de salvamentos marítimos  no mundo (praias cariocas) e tem que lidar com incendios bastante frequentes em prédios antigos da capital fluminense. Somente esta informação fácil de se saber já seria suficiente para o governador admitir e negociar com os líderes do movimento. Um dado desta magnitude não pode ser ignorado em nenhuma mesa de negociação e qualquer pessoa faz isso ao contratar qualquer serviço, ver o quanto vale no mercado.
Em tempo, No passado, quando um motim acontecia em um navio, o rei mandava decapitar o capitão do barco, pois mostrava o quanto incompetente era o capitão. Não estou pedindo a cabeça do governador, porque não sou o rei deste lugar.
 
Está na hora de se falar menos, e agir mais....
em qualquer esfera de governo...
o mesmo com o governo petista... falou-se tanto após o acidente da TAM em SP sobre os aeroportos e já se passaram mais de 5 anos e absolutamente NADA foi feito... mas isso é assunto para outro posting.

Fwd: Kit Gay nas Escolas

Apoiado!!

---------- Forwarded message ----------
Date: 2011/6/5
Subject: Kit Gay nas Escolas
To: AAAmigos


Recebi, e achei interessante repassar ....
Erv


Muito Bom ....

Assistam

Pelo direito de educar um filho a se sentir bem em ser hetero, a ter um futuro que permita ter filhos e constituir sua própria familia seguindo as leis determinada pela mãe natureza sem ter que ser processado por homofobia.
Veja o video e ajude a divulgar...




http://www.youtube.com/watch?v=Wq300dD-6PM






sábado, 19 de fevereiro de 2011

Merece cadeia

Corregedoria abre procedimento contra juiz da 1ª Vara de Búzios
19/02 às 00h31
O GloboRIO - As denúncias sobre o juiz João Carlos de Souza Correa,
da 1ª Vara de Búzios, reveladas pelo GLOBO, começam a ser apuradas. O
comportamento do magistrado foi tema de conversa entre o presidente do
Tribunal de Justiça, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, e o
corregedor-geral, Azevedo Pinto. Segundo o corregedor, já foi
instaurado um procedimento contra o juiz para apurar a voz de prisão
que ele deu a uma agente da Operação Lei Seca, domingo passado. As
outras denúncias contra o juiz também serão investigadas, na medida em
que chegarem à corregedoria. Segundo o corregedor, quando a denúncia
contra um juiz é confirmada com provas, a sindicância é rápida.Além de
dar voz de prisão a uma agente da Operação Lei Seca
<http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=http://oglobo.globo.com/rio/transito/mat/2011/02/13/juiz-que-dirigia-carro-sem-placa-da-voz-de-prisao-para-agente-da-lei-seca-923791404.asp>
após ser flagrado sem habilitação ao volante de um carro sem placa, o
juiz é acusado de ter desacatado turistas que reclamaram de uma festa
barulhenta <http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/02/16/juiz-investigado-tambem-por-festa-num-quarto-de-hotel-em-buzios-923819030.asp>que
promovia num quarto de hotel; de ter obrigado um funcionário da
concessionária Ampla a religar a luz de sua casa, cortada por falta de
pagamento; de ter discutido com um policial rodoviário federal após
passar por um posto da PRF em alta velocidade e com um giroflex
proibido <http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/02/15/juiz-que-deu-voz-de-prisao-agente-da-lei-seca-discutiu-com-policial-em-2009-923812298.asp>
; de "pendurar" contas em estabelecimentos comerciais; e de ter
tentado fazer compras no free shop de um cruzeiro sem ser
passageiro.Por enquanto, a corregedoria investiga apenas o caso da Lei
Seca e decisões polêmicas tomadas em processos fundiários em Búzios.
Azevedo Pinto esclareceu que ainda não chegou à corregedoria a
denúncia sobre a festa no Hotel Atlântico Búzios e as demais.Para o
presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, a Lei Orgânica da magistratura
exige dos juízes um comportamento discreto:- Não é aceitável que
magistrados dêem carteirada quando são parados em blitzes. Um juiz
deve ser exemplo para o cidadão comum.Procurado nesta sexta-feira por
telefone na 1ª Vara de Búzios, o juiz não foi encontrado. Seu
secretário informou que ele tinha vindo ao Rio com sua mulher, a
ex-deputada Alice Tamborindeguy. Procurado ao longo da semana, o
magistrado não quis dar declarações.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Dificuldades da CSA: subdimensionamento ou falta de plano de contingencia?

CSA anuncia investimentos para reduzir poluição do ar

·    

Noticiário cotidiano - Geral

Qua, 02 de Fevereiro de 2011 22:27

RIO - Depois de pelo menos dois grandes episódios de poluição do ar que já custaram R$ 18 milhões em multas e indenizações e ameaçam sua licença definitiva, a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) anunciou hoje que vai investir R$ 100 milhões em ações para impedir que emissões de poeira de grafite cheguem às comunidades vizinhas do complexo siderúrgico, na zona oeste do Rio.

Desde o ano passado, moradores do bairro de Santa Cruz sofrem com a poluição emitida pela empresa, parceria entre o grupo alemão ThyssenKrupp e a mineradora brasileira Vale. Embora as autoridades ambientais fluminenses tenham punido a empresa por duas emissões de partículas, moradores denunciam que a siderúrgica não tem conseguido controlar a poluição.

O primeiro incidente foi registrado em agosto de 2010, um mês depois da inauguração da planta. Falhas na máquina de lingotamento impediram que a produção alcançasse a capacidade máxima de 7,5 mil toneladas, levando a CSA a depositar ferro-gusa incandescente em poços ao ar livre. A operação resultou numa nuvem de material particulado sobre Santa Cruz.

Na ocasião, a empresa foi multada em R$ 1,8 milhão pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Em renegociação, o valor foi reduzido em R$ 500 milhões. Em dezembro, a empresa viu-se novamente forçada a verter ferro-gusa nos poços, dessa vez devido a avarias num guindaste da aciaria. Segundo a CSA, ventos fortes arrastaram poeira de grafite para as comunidades vizinhas.

Na entrevista coletiva para anunciar a última multa à CSA, o secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou que a lingotadeira da CSA não funciona desde agosto. O equipamento teria sido subdimensionado e não respondeu às tentativas de ajuste. Com a reincidência, a CSA foi punida mais severamente pelo Inea. Foram R$ 2,8 milhões em multas, das quais a CSA pode recorrer, além de R$ 14 milhões, valor acordado com a empresa, que não pode mais ser revisto.

A indenização será aplicada em projetos sociais, como uma unidade de saúde da família para a comunidade. Além disso, a produção da CSA foi restringida a 70% de sua capacidade instalada, até que seja concluída uma auditoria externa, a cargo da concorrente Usiminas. A operação "pente-fino", como chamou Minc, traçará os requisitos que serão exigidos da CSA para a concessão da licença de operação definitiva, que era esperada para este mês.

A poluição da CSA, liderada por um grupo siderúrgicos que está entre os maiores do mundo e submetido a rígidos controles na Alemanha, levou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro a denunciar executivos da companhia por crimes ambientais. "Uma usina siderúrgica do porte da CSA, construída em pleno ano de 2010, não pode deixar de adotar uma tecnologia de controle adequada, capaz de prever e captar qualquer emissão de poluentes atmosféricos ou hídricos", observou o promotor Daniel Ribeiro.

As falhas operacionais que ameaçam a produção plena da CSA somam-se à série de tribulações enfrentadas desde seu nascedouro, em 2005. Valorização cambial, atrasos no cronograma, revisões de projeto e problemas com equipamentos elevaram em 30% os custos da siderúrgica, que consumiu US$ 8,2 bilhões.

Em 2009, as dificuldades financeiras do sócio alemão decorrentes da crise mundial obrigaram a Vale a ampliar sua fatia no negócio de 10% para 26,87% para evitar o ônus de desistir do projeto, especialmente depois de ter sido abertamente criticada pelo ex-presidente Lula por não investir em siderurgia e demitir funcionários em meio à crise. A empresa ainda enfrentou denúncias de contratação irregular de chineses nas obras e de uma milícia, que nega, e teve a construção do terminal portuário privado embargada por corte irregular de manguezal e falta de autorização para o uso das águas da Baía de Sepetiba.

Fonte: Agencia Estado/ALEXANDRE RODRIGUES E GLAUBER GONÇALVES

 


domingo, 16 de janeiro de 2011

Troque 1 parlamentar por 344 professores

COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO: Não sei se os números estão corretos, mas a idéia é bastante válida! Ainda mais se contarmos que há muitos vereadores em cidades que não se sustentam (dependem de repasses do governo e, portanto, não poderiam existir como municípios, pois os demais contribuintes estariam pagando para políticos receberem). Temos um legislativo que pesa muito em todos os graus (municipal, estadual e federal) e não produz nada de bom (não fiscaliza o governo, não fiscaliza projetos, apóia corrupção - lembrem-se da dancinha no parlamento pela absolvição de corruptos).
 
Assunto: ENC: Eu também repasso com muita VERGONHA

 

Repassando

 

  "No  futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do  mundo e todos estão tristes. 
 Na  educação é o 85º e ninguém  reclama..."
   

EU  APOIO ESTA TROCA
   
   TROQUE  01 PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES   

O  salário de 344 professores que ensinam  =  ao  de 1 parlamentar  
   
 Essa  é uma campanha que  vale a pena! 
  
Repasso  com solidária revolta! 

Prezado  amigo!

Sou  professor de Física, de ensino médio de uma  escola pública em uma cidade do interior da  Bahia e gostaria de expor a você o  meu  salário bruto mensal:  R$650,00 
 
 Eu  fico com vergonha até de dizer, mas meu salário  é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais  que outros colegas de profissão que não possuem  um curso superior como eu e recebem minguados  R$440,00. Será que alguém acha que, com um  salário assim, a rede de ensino poderá contar  com professores competentes e dispostos a  ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda  existem bons professores lecionando, atualmente  a regra é essa: O professor faz de conta que dá  aula, o aluno faz de conta que aprende, o  Governo faz de conta que paga e a escola aprova  o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura  verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um  idealista e atualmente vejo a profissão como um  trabalho social. Mas nessa semana, o soco que  tomei na boca do estomago do meu idealismo foi  duro!
Descobri que um  parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2  milhões por ano...  São os parlamentares mais caros do mundo. O  minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte  R$11.545.
Na  Itália, são gastos com parlamentares R$3,9  milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões,  na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850  mil e na vizinha Argentina  R$1,3 milhões.
 
Trocando  em miúdos, um parlamentar custa ao país, por  baixo, 688 professores com curso superior  !

Diante  dos fatos, gostaria muito, amigo, que você  divulgasse minha campanha, na qual o lema  será:

'TROQUE  UM PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES'.
 
Repassar esta mensagem é  uma obrigação, é sinal de patriotismo, pois a vergonha que  atualmente impera em nossa política  está desmotivando o nosso povo e arruinando o nosso querido Brasil.
É o mínimo que  nós, patriotas, podemos fazer.


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

"A economia tem limites e o país está no limite", diz Bacha | Valor Online

Comentário do blogueiro: Muito boa entrevista e com uma excelente exposição de fatos e de passos a dar no caminho do desenvolvimento.
um exemplo: precisamos primeiro colocar todos na escola, depois, qualitativamente, que todos aprendam alguma.
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Entrevista: Formulador do Plano Real não vê desindustrialização, mas "disputa" por mão de obra
Para Edmar Bacha, formulador do Plano Real, ainda falta poupança para o Brasil crescer de forma mais consistente

"A economia tem limites e o país está no limite", diz Bacha

João Villaverde | Do Rio
22/12/2010

Aumentamos as importações não porque a indústria não tem capacidade instalada, mas porque a mão de obra está cara" Temos um problema com essa emergência da classe média, que todo mundo está achando uma maravilha"

Em 1974, quando Edmar Bacha criou o termo "Belíndia" para designar o modelo econômico brasileiro - que unia a riqueza da Bélgica, um país pequeno, com a pobreza da Índia, um país continental - o Produto Interno Bruto (PIB) havia crescido 8,1%, mas a inflação dobrara, passando de 15,5% para 34,5% de 1973 a 1974. Era o fim do "milagre" produzido pela ditadura militar a partir de 1967, e início de um período que mesclaria crescimento acelerado com endividamento externo e inflação crescente. Vinte anos mais tarde, Bacha, doutor em economia por Yale (EUA) em 1968, integrava o grupo de economistas formado por Persio Arida, Gustavo Franco e André Lara Resende na formulação e implementação do Plano Real, que trouxe a inflação dos 2.477,1% registrados em 1993 para menos de dois dígitos a partir de 1996. Hoje, com a economia caminhando para repetir a alta de 8% registrada pelo PIB nos anos 1970, Bacha avalia que o Brasil está no limite.

"O Brasil está mais complexo que nos anos 1970 e 90. Superamos os grandes problemas da ditadura, da hiperinflação e da perspectiva para um governo de esquerda. Não há mais um grande problema, mas uma série de questões para serem atacadas", avalia Bacha, para quem o país conta "com uma produtividade ainda fraca, o setor público ainda abocanha uma parcela muito grande do PIB e não entrega de volta no mesmo nível, o sistema político brasileiro é um horror, o sistema tributário é uma vergonha, e a Previdência, se não for reformada, vai quebrar o país em 2050".

Na entrevista que deu no prédio projetado por Oscar Niemeyer, com jardins de Roberto Burle Marx ao fundo, onde funciona o Instituto de Estudos de Pesquisa Econômica Casa das Garças, Bacha, diretor do centro e até a semana que vem consultor sênior do Itaú BBA, fez um balanço dos oito anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva, e avaliou os principais desafios de Dilma Rousseff. E foi contundente em dizer que não vê risco de desindustrialização no país, mesmo com os indicadores de produção industrial andando de lado desde abril. "Como podemos falar em desindustrialização quando estamos com pleno emprego?", pergunta, se referindo à demanda por mão de obra, que acaba por elevar os salários. A seguir os principais trechos de sua entrevista:

Valor: Com o atual ritmo de crescimento do PIB, câmbio valorizado, inflação acima da meta do BC e financiamento externo elevado, como é possível se alterar esse modelo sem que se bata em um gargalo?

Edmar Bacha: A economia tem limites, apesar do Antônio Delfim Netto achar que não existe produto potencial. Claramente estamos trabalhando nos limites. Como sair disso sem aumentar a poupança interna? Com produtividade. O que temos a oferecer para aumentar a produtividade? Os avanços tecnológicos não caem do céu, é preciso ir atrás deles e isso vai na contramão da tese de desindustrialização, afinal estamos importando mais tecnologia, justamente para ampliar a produtividade.

Valor: O sr. então refuta a ideia de que o Brasil está se desindustrializando?

Bacha: Estamos em pleno emprego, que desindustrialização é essa? A verdade é que por estar em pleno emprego e a mão de obra em escassez, e por estarmos nos especializando em serviços, comércio e construção civil, a indústria não consegue concorrer na disputa pelo trabalhador.

Valor: Por isso os indicadores de produção industrial estão tão fracos desde abril?

Bacha: No Brasil, nunca olhamos direito para a questão do emprego, mas sempre para a utilização da capacidade produtiva. Acho que é uma novidade o que está ocorrendo. Nunca tivemos uma taxa de desemprego tão baixa. A indústria se anima porque a demanda está mais alta e tenta contratar mais mão de obra, e aí o preço sobe. O próprio Valorfez uma matéria chamando atenção para os acordos salariais recordes neste ano. Isso representa aumento do custo da mão de obra e consequentemente reduz a rentabilidade da indústria. Então a indústria não tem por quê produzir mais. Não há pressão sobre a capacidade instalada, mas sobre mão de obra. E não é só na indústria, o pessoal de construção civil também. Não tem engenheiro e também não tem pedreiro.

Valor: Essa dificuldade em produzir, então, facilita a entrada de importados?

Bacha: Ao tentar produzir mais o salário sobe, e com isso diminui a rentabilidade, então ela não produz além de certo patamar. Aumentamos as importações não porque a indústria não tem condições de concorrência, mas porque ela está plenamente empregada.

Valor: Onde isso pode chegar?

Bacha: Essa falta de mão de obra pode extravasar para aumento da inflação ou um déficit não financiável nas transações correntes. Esse é que é o problema, não é a desindustrialização.

Valor: Não estamos dependendo muito da demanda chinesa por commodities?

Bacha: A ideia de que os preços estão em alta e podem cair e gerar um problema é exagerada. Se daqui a cinco anos a China parar de consumir, a Índia assume a demanda. Vivemos uma mudança estrutural profunda, semelhante a que ocorreu na passagem do século XIX para o XX, quando o país líder era consumidor de commodities, a Inglaterra, e passou a ser os Estados Unidos, um país produtor de commodities. Passamos, então, cem anos com os preços das commodities no chão, o que deu caminho para a industrialização. Agora está saindo dos EUA e indo para China e Índia, que, como a Inglaterra antigamente, demandam commodities.

Valor: O Brasil, então, continuará sendo o país do futuro?

Bacha: Não temos um terço da humanidade, como têm China e Índia. Mas temos diversos desafios vencidos, o que é ótimo, o que deixa o caminho aberto. Superamos a ideia de que o Brasil só crescia de maneira estável com ditadura, primeiro com a industrialização induzida por Vargas e depois com os militares. Superamos essa fase, podemos ser uma economia que não vai por saltos, mas cresce e com democracia. Depois a ideia de que a única maneira de crescer era com inflação. Eu me lembro do Celso Furtado dizendo que 17% de inflação é mais ou menos igual a zero nos países desenvolvidos. Superamos isso também. A terceira questão é a esquerda no Brasil, e essa é a importância do Lula.

Valor: Como assim?

Bacha: Até dezembro de 2001, quando o PT teve o manifesto de Olinda e ignorou o fim da Guerra Fria, ninguém poderia saber como seria um governo de esquerda. Aí vem o Lula e joga com todos os velhos vícios da política brasileira. Nós passamos por esse teste.

Valor: O que falta, então?

Bacha: Faltava demanda por recursos naturais, mas até isso superamos, com o surgimento da Ásia, com forte demanda pelos produtos que os latino-americanos têm à oferecer. Nossos problemas agora não têm a dramaticidade que tinham quando as questões eram hiperinflação, ditadura, a perspectiva de um governo de esquerda e a falta de demanda por nossas commodities. Isso é passado.

Valor: O Brasil está mais complexo. Mas ainda não superou todos os problemas do passado, como a desigualdade de renda...

Bacha: Concordo. Continuamos com um problema de distribuição de renda, que é coisa que precisa sempre ser priorizada. Mas não é só isso, temos outros problemas, antigos, que não foram resolvidos. Temos uma produtividade ainda fraca, o setor público ainda abocanha uma parcela muito grande do produto e não entrega no mesmo nível, o sistema político é um horror, o sistema tributário é uma vergonha e a Previdência, se não for reformada, vai quebrar o país em 2050. Uma quantidade enorme de problemas que precisam ser atacados, mas nós temos o know-how.

Valor: Este é o momento para discutir essas questões?

Bacha: Nas épocas eleitorais claramente não é. Quando você vê o nível do debate que tivemos em 2010 dá vontade de correr. Especialmente quando o principal debate se deu em torno do aborto. Temos um problema aí com essa emergência da classe média, que todo mundo está achando uma maravilha, mas ela não necessariamente tem uma face bonita, basta ver nos EUA com o Tea Party. Acho que está fora de cogitação pensar que essa classe média pode pensar em ditadura, mas estará ela disposta a discutir a fundo esses diferentes problemas? Em alguns temas já formamos consensos, como na questão dos tributos, que foi levantada depois das eleições, quando falaram sobre o financiamento da saúde.

Valor: O sr. concorda com o retorno da CPMF?

Bacha: É claro que não concordo. Acho absurdo pensar em criar mais um imposto quando o governo está arrecadando barbaridades. É preciso arrumar os gastos, não a arrecadação.

Valor: O caso da Previdência é um exemplo?

Bacha: Exatamente. Gastamos 11% do PIB com Previdência quando o normal seria 5%. Dentro da Previdência, o equivalente a 3,5 pontos percentuais são gastos com pensões, quando o normal seria 1% do PIB. Temos esses privilégios adquiridos que têm uma força enorme e representam uma parcela muito grande dos impostos.

Valor: Mas programas como o Bolsa Família são baratos, não?

Bacha: Sim, o Bolsa Família atinge 12 milhões de famílias e custa apenas 0,4% do PIB. O Loas, que atinge quantidade enorme de idosos, custa só 0,6% do PIB. Então, quando o governo fala em financiar os programas sociais, não pode estar se referindo a esses, que são muito baratos. O que ocorre é uma usurpação dos gastos sociais, dando a todo tipo de gasto o nome de social.

Valor: Dê um exemplo, por favor.

Bacha: Na educação, o grosso dos gastos públicos vai para universidades gratuitas. Não tem a mínima razão para as universidades serem gratuitas no Brasil.

Valor: Nenhuma?

Bacha: Não, nenhuma. Desde que se tenha uma política de bolsas, não precisamos ter universidades gratuitas.

Valor: Então seria possível privatizar as universidades públicas?

Bacha: Eu não gosto dessa palavra "privatizar", há mecanismos em que os beneficiários dos gastos públicos têm co-participação desde que tenham renda para tal, seja por bolsa, seja por empréstimos escolares. Os argumentos que estão por trás desses privilégios, tanto na Previdência quanto na educação superior, vêm da Constituição, que prevê que o ensino deve ser universal e gratuito. É gratuito, mas não pode ser universal e nem pode ser, e o dia que for o país arrebenta, porque não dá para atender todo mundo de graça. Essa é a dificuldade do PT para comandar o próximo passo.

Valor: E esse passo seria qual?

Bacha: O processo que vêm pela frente está baseado na eficiência do setor público e na equidade nos gastos, porque eles não gostam de falar em privatização.

Valor: O país deixaria então de ser a "Belíndia"?

Bacha: Se continuarmos no ritmo desses últimos dez anos, daqui a 15 anos estaremos perto dos Estados Unidos de hoje. O índice de Gini do Brasil passou de 0,65 para 0,56, mas o padrão americano é de 0,40, e o europeu é de 0,25, então ainda há muito a ser feito. Temos trilhado esse caminho, mas as coisas vão ficar mais difíceis. Os desafios que temos hoje na área social são mais caros e mais complexos. Uma coisa era resolver o problema da vacinação e da mortalidade infantil, algo razoavelmente simples, mas dar SUS para todos é muito mais complicado. Com educação, uma coisa era colocar todo mundo na escola, agora é preciso fazer as crianças aprender alguma coisa.

Valor: E o Estado consegue dar conta de tudo?

Bacha: Claro que não. Boa parte do desafio agora é encontrar formas de maior participação do setor privado nessa área social. E aí tem esse grande entrave do PT. A pior coisa do governo que termina foi ter demonizado a ideia de privatização. Nós não conseguimos resolver o problema dos aeroportos porque qualquer coisa que mexe com privatização é travado. Isso é terrível porque nessa nova fase o setor público não consegue dar conta, seja do ponto de vista administrativo, seja do lado financeiro. Talvez a Dilma nos surpreenda.

Valor: Você acha que ela vai surpreender?

Bacha: Não sei. Até agora o ministério é muito velho, não? Não vejo uma cara de estar preparado para uma nova fase, parece quatro anos do mesmo.

Valor: A inflação deve fechar o ano em torno de 6%, acima da meta de 4,5% do Banco Central. Em 2002, quando a inflação dobrou, o sr. defendeu uma meta mais branda. O que acha hoje?

Bacha: Naquela época tivemos um choque de oferta, não era a economia trabalhando a mil, como hoje. Com choque de oferta se justifica um tratamento mais brando na hora de trazer inflação para a meta. Não é que o BC não tenha de atacar a inflação, mas atacar de forma compatível com o problema. Em 2010 é outra história, é basicamente demanda. Tem um ciclo de alimentos, que ajudou por três meses a inflação e agora está incomodando.

Valor: Isso quer dizer que a maior taxa de juros do mundo vai subir ainda mais?

Bacha: Seria ótimo que o lado fiscal ajudasse, mas não acho que isso vai acontecer. Quem dera que o "neomanteguismo" me surpreenda com um ajuste fiscal forte, mas vai sobrar para o BC. O que é ruim, porque já temos a maior taxa de juros do mundo.

Valor: Mas o PIB deve crescer fortemente nos próximos anos, não? Não só pelo carry-over de 2010, mas também pela perspectiva de pré-sal, Copa do Mundo, Olimpíada etc.

Bacha: Não acho que o PIB vá crescer tudo isso que está sendo projetado pelo governo e pelo mercado.

Valor: Por quê?

Bacha: Porque não temos poupança para isso.

Valor: Mas podemos continuar ampliando nosso déficit em transações correntes para sustentar o crescimento, não?

Bacha: Podemos, claro, nessa hipótese o PIB crescerá mesmo, e imitaremos a Austrália, que cresce há muitos anos, mesmo com um endividamento externo elevado, de 5% a 7% do PIB. Mas se chegarmos nesse nível o mercado pode achar que somos mais Hungria que Austrália, e a confiança se esvai rapidamente.

Valor: Como tornar o crescimento sustentável, como incentivar poupança?

Bacha: É mais fácil ter um diagnóstico da poupança do setor público que do privado. O setor público já chegou a poupar 7% do PIB, hoje poupa 1,5%. Quando se controla o gasto corrente sobra mais para poupar e investir, não tem muito mistério nisso. A questão do setor privado é mais complexa. Pense na China. O problema deles não é como aumentar a poupança, mas diminuí-la. Sabe como?

Valor: Como?

Bacha: Dê a eles um sistema universal de saúde, educação e previdência. A poupança das famílias, das empresas e do Estado vai embora rapidinho. Precisamos pensar além da poupança, os EUA nunca pouparam muito. Precisamos pensar na inovação, essa foi a razão do sucesso dos americanos.

Valor: O que deve fazer o Estado?

Bacha: Precisa fazer coisas básicas, como ocupar o Morro do Alemão (RJ). Esse é um caso quase patético de como o Estado deve agir. É como quando acabamos com a inflação, havia todo um nundo novo à nossa frente.

Valor: Que balanço o sr. faz do governo Lula?

Bacha: Teve dois grandes méritos. O PT nasceu longe das bases comunistas e populistas, mais ligado à social-democracia, a um sindicalismo mais avançado, às bases da Igreja. O que vai ser quando chegar no poder? O discurso era péssimo, assustador. Mas chegou lá e demonstrou que é possível ter governo de esquerda no Brasil. Outra coisa é o pragmatismo do Lula. Começou a atacar a pobreza com o Fome Zero. Quando viu que o programa era ruim, foi para o Bolsa Família, que deu muito certo.

Valor: E o que o sr. avalia mal?

Bacha: Um dos erros nem foi propriamente do Lula, que foi o caso do mensalão, quando o governo resolveu fazer as reformas do começo de governo, reformas difíceis de fazer e de passar pelo Congresso e resolveram utilizar o método tradicional, mais fácil, de comprar os parlamentares. A partir daí [quando estouraram as denúncias], Lula resolveu desistir de passar reformas. Ter abandonado as reformas foi algo muito ruim. Outro problema foi a demonização da privatização. Como Lula ganhou em 2006 do Alckmin com essa plataforma, percebeu que esse ideário funciona, é eleitoralmente impotente. É uma coisa muito ruim isso, porque o Brasil não vai conseguir fazer a Copa do Mundo do jeito que os aeroportos estão. Quantas PPPs o governo fez? Não sei se a Dilma vai ter a capacidade de fazer as coisas de outra forma.