sexta-feira, 16 de julho de 2010

Só torcedor mesmo é quem não vê... temos que ter pés no chão... estão enrolando

Enviado por Míriam Leitão e Alvaro Gribel -
10.7.2010
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15h00m
Coluna no GLOBO

Ilha fiscal

A candidata Dilma Rousseff deveria ter pressa de que a Receita Federal esclareça o que aconteceu no órgão. Na entrevista ao Roda Viva, ela foi dura com o editor-executivo da "Folha de S.Paulo", Sérgio D'Ávila. Disse que não tinha processado o jornal por respeitar a liberdade de imprensa. "Acho oportuno que se prove, e quem acusa é que prova", afirmou.

No dia 12 de junho, a "Folha" havia publicado que os dados fiscais do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge, foram investigados pela "equipe de inteligência" da campanha da candidata Dilma Rousseff. E publicou fac símiles mostrando que estavam circulando documentos objeto de sigilo fiscal. O presidente Lula disse, no dia seguinte, que o dossiê era uma invenção dos adversários. Agora, a Receita em nota reconhece que não houve invasão no seu sistema e que os dados foram acessados por funcionários do próprio órgão. Essa informação não exige uma investigação de 27 dias, mas foi esse o tempo que a Receita precisou para saber que funcionários do órgão, usando senha pessoal e exclusiva, acessaram dados referentes às declarações de Eduardo Jorge. Não disse quem fez o que fez. Não sabe por que eles fizeram o que fizeram. Disse apenas que "as investigações prosseguem, através de instauração de processo administrativo e disciplinar, para apurar se os acessos foram motivados por razões de serviço."

Recapitulando: funcionários da máquina pública, que servem ao Estado — e não a governos, muito menos a partidos — acessaram documentos sigilosos de um adversário político do governo. Esses dados saíram da Receita, que é a depositária fiel das informações. A Receita admite que eles acessaram os dados e pede mais tempo para saber o motivo do comportamento de seus próprios funcionários. E se eles não tiverem acessado por motivo de serviço? "O responsável por acesso imotivado estará sujeito a penalidade de advertência ou suspensão de até 90 dias."

A falta de pressa da Receita e a leveza da punição são perturbadoras. A suspeita é de uso da máquina pública para espionar adversários que, como já disse aqui, quando aconteceu nos Estados Unidos provocou a maior crise política da história recente americana.

Já a candidata Dilma Rousseff tem outra suspeita. A Sérgio D'Ávila, no Roda Viva, ela disse: "É importante que o jornal traga essas provas a público. Nós não podemos aceitar, porque vivemos numa democracia, acusações sem prova. Nós processamos o acusador. Vocês, nós não processamos porque respeitamos a liberdade de imprensa. Achamos que vocês estão protegendo a fonte. Enquanto não demonstrarem a prova, é uma acusação infundada. Está em curso uma tentativa de atribuir a nós questões que foram criadas em outro ambiente político." O jornalista perguntou se ela não achava que era uma tentativa do tipo "aloprados 2", e ela concluiu: "Não, acho que há uma tendência de forçar essa interpretação por razões políticas." Ou seja, suspeita também, como Lula, de que é tudo invenção dos adversários.

Essa versão da ministra para os fatos que a imprensa tem publicado ficou mais frágil depois da nota da Receita Federal admitindo que os dados foram acessados por seus funcionários.

A Receita disse que ainda precisa verificar se o vazamento saiu de lá. Essa falta de sentido de urgência da Receita é inexplicável se há tantas dúvidas no ar. De um lado a oposição suspeita que os dados são parte de espionagem política, de outro, o governo suspeita que os dados são parte de uma conspiração de adversários. Tratar de forma burocrática um caso político tão incandescente; fazer uma verdadeira operação tartaruga na apuração de informação tão relevante coloca em risco a credibilidade do próprio órgão, ao qual os contribuintes entregam informações que estão sob a proteção constitucional do sigilo. É indispensável que um órgão de Estado se comporte como um órgão de Estado. Do contrário, ficará parecendo que está acobertando algo ou alguém.

Toda a história começou com a publicação pela "Veja" de que a empresa fornecedora de serviços de comunicação do jornalista Luiz Lanzetta tinha se reunido com o delegado aposentado Onézimo Sousa e pedido ajuda para montar um dossiê contra o principal candidato de oposição e pessoas ligadas a ele. O delegado no Congresso confirmou o que disse à revista.

Na entrevista, Dilma deu uma definição do que a empresa de Lanzetta fazia na campanha:

— O Lanzetta foi contratado para fornecer pessoal para nossa campanha. Ele contratava pessoas que nós indicávamos. Nós não assumimos nenhuma responsabilidade.

Então, por essa explicação de Dilma Rousseff, pessoas que trabalhavam na empresa haviam sido indicadas pela campanha e apenas contratadas pela empresa do jornalista. Difícil entender o que ela quis dizer com isso. Mais uma dúvida num caso cheio de fatos mal explicados. O que piora tudo são os antecedentes do PT em compra e fabricação de dossiês falsos contra adversários. Se isso virar um método de luta política, o que está em risco é muito mais que uma eleição, mas a qualidade das instituições brasileiras.

A campanha começou oficialmente esta semana. Mas nos meses que a antecederam acumularam-se vários fatos preocupantes que vão do uso da máquina pública, excesso de bondades eleitoreiras com dinheiro público, e esse estranho caso que traz tão inquietantes dúvidas.

SENSACIONAL COLUNA DO PRATES: Ordem e Progresso? Falta Ordem.


Enviado por Jean-Paul Prates - OGLOBO - 10.7.2010| -19h52m

Taxistas bandalhas e o Estado Gordo

O episódio dos taxistas do Galeão mostra aos brasileiros uma realidade cada dia mais visível e sensível no seu dia-a-dia. A atividade é de utilidade pública, exercida mediante autorização do Poder Público e, portanto, sujeita a duas coisas muito pouco em voga ultimamente: regulação e fiscalização.

Nas últimas duas décadas, o Brasil passou por várias transformações importantes e tornou-se um país grande e forte, com vantagens e problemas de país grande e forte. O mercado consumidor brasileiro, graças às políticas sociais e econômicas implementadas pelo Governo Federal, cresceu e incorporou parcelas da sociedade que antes tinham que se contentar com pouco. Agora não: o brasileiro médio é viajante, gourmet, conectado, patriota, apreciador da cultura e do esporte e quer tudo isso com conforto, eficiência e liberdade de escolha. O brasileiro se tornou exigente, urgente, premente, competente e competitivo. Ele existe que seus prestadores de serviço e fornecedores sejam o mesmo.

Este novo contexto faz com que o Governo, o Congresso e o Judiciário sejam obrigados a ter um entendimento mais crítico e enfático quanto ao cumprimento das leis e regras relativas ao consumidor e à cidadania em geral.

Para isso existem, e deveriam funcionar direito, as agências reguladoras - no que se refere aos serviços públicos ou de utilidade pública concedidos ou autorizados pelo governo, e a rede de proteção ao consumidor - para atendimento das demandas relativas à indústria e comércio em geral, sem excluir os serviços públicos também.

É uma pena que, no Brasil virtuoso e punjante de hoje, o que mais peca por mal funcionamento, fraqueza e, em casos específicos, até pusilanimidade, são exatamente estas entidades: as agências reguladoras e os serviços de proteção ao consumidor.

Os casos de consumidores indignados são visíveis em toda parte. Ao chegar a uma loja de celulares, a um aeroporto, ou a uma mera fila de táxi em qualquer ponto do Brasil, é fácil localizar práticas anti-competitivas, abusos econômicos e fraudes ou maus tratos ao consumidor de boa fé. Somos tratados como uma manada ignara, como se os tempos não tivessem mudado tanto.

O problema é um só: o Brasil mudou, mas as entidades coercitivas do Estado Brasileiro permaneceram obsoletas, desprestigiadas e, como decorrência disso, altamente corrompíveis. E algumas forças políticas nacionais, que se consideram mais nacionalistas que os demais brasileiros, ainda propugnam pelo aumento da indiscriminado da presença do Estado nas atividades econômicas, alegando ser assim a favor de um Estado Forte.

Estado forte não é o Estado que monopoliza tudo ou, pior, reserva "cartórios" a uma casta de privilegiados - escolhidos por simpatia política. Estado forte é aquele que propicia um ambiente saudável e competitivo às atividades econômicas e ao investimento e, nas searas estratégicas ou da utilidade pública, oferece condições aos órgãos reguladores para fiscalizar e punir os maus agentes econômicos.

Força não tem necessariamente a ver com peso. Eu sou a favor do Estado Forte, mas nunca do Estado Gordo - aquele que dificulta a vida dos bons empreendedores, cria barreiras à entrada de novos agentes, protege e se associa a bandalhas, picaretas e espertalhões - por razões ideológicas ou financeiras. O Estado Gordo alimenta uma cadeia perversa de sanguessugas que maltrata a sociedade que paga sua existência através dos pesados impostos devoradores do resultado do trabalho honesto. Este tipo de Estado eu renego e repilo veementemente. Não quero que meus filhos vivam numa sociedade de formigas obreiras que passam sua vida carregando folhas cinquenta vezes mais pesadas que seu próprio peso para alimentar e engordar um Estado inerte, cheio de parasitas preguiçosos.

Por isso, incentivo a que sejamos consumidores reclamões, chatos mesmo. E que apoiemos aqueles que se sentem lesados numa fila ou call center. Unidos, podemos boicotar produtos, encher caixas postais e blogs com a nossa indignação e casos concretos, incomodar muito os maus agentes econômicos e seus desprestigiados reguladores. Quem sabe assim o Estado Forte que queremos acorde para a nova realidade brasileira: a nossa.

 

terça-feira, 4 de maio de 2010

Grande feito da engenharia brasileira


COMENTÁRIO DO BLOGUEIRO: Esta história é um exemplo do que a educação, o planejamento e o trabalho disciplinado podem alcançar. Diferente daqueles que esquecem da disciplina e da ordem para alcançar o progresso. Sou a favor do trabalho para dar condições ao crescimento econômico, obras de infra-estrutura e investimentos em pesquisa e desenvolvimento (educação). Nunca sou a favor de bolsas sem a contrapartida do favorecido.

 

Enviado por Wagner Victer (BLOG NO JORNAL "O GLOBO") -29.3.2010|15h16m

"A ÁGUA EM SEIS DIAS" – OS 120 ANOS DO FEITO DE PAULO DE FRONTIN

Vivemos em um país desigual em relação às comemorações. Somos muito generosos com os festejos de alguns temas e parcimoniosos com outros. Rememoramos vitórias de Copas do Mundo, milésimos gols, feriados de batalhas e conquistas que muitas vezes nem sabemos quais foram. Em caminho contrário não propagamos e, portanto, não lembramos de iniciativas e realizações que foram vitais para a existência de nossa comunidade.


No ano que passou, 2009, comemoramos 120 anos do episódio conhecido como "a água em seis dias", protagonizado pelo engenheiro Paulo de Frontin. Foi uma luta titânica entre o homem e a natureza. Na ocasião, com apenas 29 anos, Frontin ficou famoso pelo seu êxito em conseguir levar água em apenas seis dias à então capital do Império, castigada pela seca e pela febre amarela no ano de 1889. A vitória de Paulo de Frontin foi resultado de um rigoroso planejamento de trabalho que garantiu a existência e a viabilização da nossa cidade como ela é concebida hoje em dia.


O memorável feito que tem todos os requisitos de uma fábula técnica com direito a um herói, um imperador e uma conquista idílica. Em março de 1889, o Rio de Janeiro sofria com uma epidemia de Febre Amarela e a falta d´água agrava a situação. Os chafarizes funcionavam precariamente há seis meses e a água tinha um valor exorbitante. O Imperador Dom Pedro II, acossado pela intensa propaganda republicana, reuniu seu Conselho de Estado para estudar a situação. Após ouvir a opinião dos técnicos, o Imperador realizou uma concorrência para solucionar o problema de abastecimento.


Foram apresentadas três propostas de empreiteiras da ocasião que se propunham a resolver o grave problema de abastecimento de água na cidade em um prazo que variava entre 90 e 180 dias. Além disso, os valores cobrados para a execução dessas obras eram altos, a proposta mais barata era de 350 mil Contos de Reis. No entanto, no dia 16 de março de 1889, uma carta de um jovem professor da Escola Politécnica, sob pseudônimo "Ruy Barbosa", foi publicada no Diário de Notícias, propondo resolver o problema em seis dias a um custo módico de apenas 80 contos. No entanto, o "milagre" proposto não foi levado a sério.


Porém, em razão da situação crítica vivida pela capital do Império, um emissário do Conselheiro Rodrigo Silva, Ministro da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, foi enviado à redação do Diário de Notícias, órgão de imprensa oposicionista, para saber o nome do autor da milagrosa proposta. Foi, então, que surgiu a figura do notável engenheiro Paulo de Frontin. O jovem professor da Escola Politécnica se comprometia, em um prazo de seis dias, a aumentar em 12 milhões de litros dos rios o suprimento de água da cidade, mediante a captação nos rios Tinguá, Água Fria e outro na Serra do Mar, localizados há mais de 100 quilômetros da capital.


Dom Pedro II, o único que não duvidava da iniciativa de Frontin, chamou-lhe e os dois tiveram o seguinte diálogo. O Imperador perguntou: "O senhor cumpre o que escreveu hoje no Diário de Notícias?"


"Sim! Dê-me o Telégrafo e dois trens especiais da Estrada de Ferro Rio D´Ouro para transporte de matérias que, em 48 horas, estarei no local das operações com cinco mil machados, 10 mil enxadas e cinco mil trabalhadores, para no sexto dia dar água a população", respondeu o engenheiro.


Após ser indagado sobre o plano, Paulo de Frontin abriu uma cartolina e riscou a sua idéia, revelando córregos e rios até então desconhecidos. Solicitou mais uma vez, dois trens para o transporte de pessoal e material e o telégrafo para poder se comunicar com os fornecedores e com o Governo Imperial.


O projeto foi cercado de grande polêmica. Muitos consideravam que o jovem engenheiro não tinha idéia que teria que derrubar matas densas e virgens para trazer água até a Caixa do Barrelão. Cinco horas após o encontro entre o Imperador e o engenheiro, se reuniram no Ministério os diretores das águas, lentes da Escola Politécnica, Clube de Engenharia e especialistas em hidráulica para discutir o projeto.


A oposição ao projeto Frontin foi geral. Todos os velhos professores consideravam impossível a sua realização em menos de seis meses. No entanto, o Imperador, que vivia uma situação política e social gravíssima, chamou Frontin e aceitou com reservas a intervenção. Embora oprimido pelas novas cláusulas, o jovem engenheiro assinou a proposta governamental.


No dia 18 de março de 1889, foi lavrado o contrato. Vinte e quatro horas depois, Paulo de Frontin estava à frente de um grande número de engenheiros e milhares de operários.


Finalmente, às 12 horas do dia 24 de março, Paulo de Frontin conseguiu não apenas trazer 12 milhões de litros d'água, mas sim 14 milhões de litros à população. O engenheiro foi carregado pela população do terminal da estrada de Ferro Rio D´Ouro, em São Cristóvão, até a rua do Ouvidor. A cidade foi tomada por festas, bailes, marchas e outras demonstrações comemorativas da "água em seis dias". Durante semanas, a capital do Império comemorou o grande feito do jovem engenheiro.


O sucesso projeto Frontin demonstra a grandeza desse brasileiro e fluminense, que é patrono da Engenharia brasileira e presidente de honra do Clube de Engenharia. Paulo de Frontin foi professor da Escola Politécnica atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Também foi diretor da Escola durante 15 anos, de 1915 a 1930, o que mais tempo permaneceu nessa função.


Paulo de Frontin também foi prefeito do Rio de Janeiro por um curto período em 1919. Na sua gestão, realizou um incrível conjunto de obras pela cidade, que englobou a construção das Avenidas Vieira Souto e Delfim Moreira, perfuração do túnel João Ricardo e alargamento da Avenida Atlântica.


Portanto, considero Paulo de Frontin o mais notável engenheiro que o nosso Estado já produziu. Junto com André Rebouças, que era baiano, a meu ver, são os maiores engenheiros que já tivemos em nossa história. Sendo assim, como engenheiro e presidente de uma empresa sucessora de suas realizações na área de saneamento, na ocasião da inauguração da nova sede da Cedae, que agora iniciamos na Cidade Nova, também comemoraremos a instalação de uma estátua em homenagem a este notável engenheiro. Uma justa homenagem e reconhecimento ao trabalho visionário que este ilustre brasileiro realizou em prol de um Rio de Janeiro melhor.

 

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terça-feira, 6 de abril de 2010

FELIZ PASCOA!

Páscoa...

É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.

Desejo a todos  amigos uma

Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!

sábado, 20 de março de 2010

A covardia e a vergonha sobre o pré-sal

COMENTARIO DO BLOGUEIRO: Como já havia me manifestado antes como contrário a mudança das leis atuais, eu somente apoio ajustes para garantir maior arrecadação, leis atuais que permitiram ao mercado de E&P no Brasil crescer muito nos últimos anos, como eu trabalho no setor há mais de 12 anos, permito-me indignar-me com mais esta postura covarde do governo do Lula que "agora" diz que o problema não é do governo e sim do congresso. Esta postura covarde de fazer campanha antecipada, de repartir o bolo das descobertas antes mesmo de comprar (investir) na farinha e nos ovos para fazer o bolo, de forma a alardear e propagandear para os menos esclarecidos que tudo de bom "foi o Lula" e tudo de ruim "são os outros".
Deveriam todos do governo Lula ter uma postura digna de reconhecer os acertos e os erros, sejam dos outros sejam deles próprios.
O fato de enviar a propaganda-projeto-de-lei ao Congresso e fazer todo o alarde de que "estamos acabando com a miseria" pressupõe (precisa, exige-se) que o responsável por este "maravilhoso projeto"  seja capaz de acompanhar todo o processo das leis enviadas a fim de ver se iria dar tudo certo ou mesmo mudar conforme as idéias iam amadurecendo ou intervir. Porém, é mais cômodo esconder-se atrás da incompetência dos outros para não mostrar a sua própria e a sua falta de responsabilidade com o projeto. Dizer que "o problema é dos outros"  é pura covardia.
O Lula gosta de fazer propaganda, parece estar sempre em campanha eleitoral... Isso é ilegal, mas ninguém se atreve porque ele tem apoio popular. Isso não só é ilegal como é uma covardia com o povo menos esclarecido.
Vergonha toda esta bagunça sobre o pré-sal causada sobre a tentativa de mudar as leis que permitiram que desse certo todo este sucesso da exploração de petróleo. Essa tentativa de mudar as leis para encobrir o que foi feito certo no passado, para poder dizer que o sucesso é por causa das novas leis, apagando o passado. Nós que estamos na área de E&P sabemos que as novas leis tendem ao retrocesso, que as empresas aqui estabelecidas desistam de investir no Brasil (como já aconteceu com algumas).
O Presidente da República como chefe de Estado e de governo deve manter-se sempre em contato com todos os órgãos (congresso, judiciario etc) pois ele representa a nação e não o partido politico. Portanto, ele deve sim ter responsabilidade e atuar no Congresso, seja como politico, seja como negociador, seja como interventor de forma a garantir a Constitução que ele mesmo ajudou a gerar.
Ele não pode ser omisso nem em seus projetos de lei no Congresso e nem nos escandalos do Congresso. Ele não pode ser covarde. Cito aqui a frase de Juscelino Kubistchek quando perguntado se apoiaria a candidatura do sucessor: "O presidente da República é a pessoa menos indicada para dar opinião sobre candidatos. O candidato que o Brasil escolher será empossado. Já disse e repito que como presidente da República me manterei numa posição de absoluta imparcialidade. Serei um magistrado(juiz).(...) Eu assumi compromissos com a Nação de que em primeiro de janeiro de 1961 passaria a faixa presidencial a meu sucessor no Palácio da Alvorada, quaisquer que sejam as circunstâncias. Estejam certos que o farei"(TEXTO EXTRAÍDO DO JORNAL "O GLOBO" , NA COLUNA "HÁ 50 ANOS" publicado na quarta-feira 25 de fevereiro de 2009)
 
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COLUNA NO GLOBO (MIRIAM LEITAO)

Falha de líder

O presidente Lula foi inadequado, mais uma vez. Ao contrário do que ele diz, o problema dos royalties do petróleo não é apenas do Congresso. Foi ele, Lula, que enviou os projetos de lei para mudar o regime de exploração, foi o seu gabinete que decidiu o novo modelo e quis a redução dos impostos dos estados produtores. No Congresso, as "gracinhas de ano eleitoral", como ele diz, nasceram da sua omissão.
O resto surgiu naturalmente do oportunismo de alguns, como o deputado Ibsen Pinheiro.

Ademais, se a Federação está dividida, é assunto do presidente, óbvio; se a divisão é em torno de um projeto que nasceu de uma gracinha eleitoral do governo, o presidente tem trabalho a fazer. Chega a ser cômico que Lula esteja se propondo a ser mediador do intratável conflito do Oriente Médio, assunto entregue às grandes potências desde sempre, enquanto no Brasil os estados se acusam e se dividem, e as populações se mobilizam. E tudo que Lula tem a dizer é que a bola é do Congresso.

O presidente Lula se perguntou: "por que essa pressa agora, se o assunto é para 2016?" Ora, a bola pode ser devolvida a ele: por que a pressa? Por que o pedido de urgência? Porque foi o governo que decidiu apressar uma discussão que tinha que ser amadurecida, quando colocou de afogadilho, e de olho em dividendos eleitorais, a mudança do regime de exploração de petróleo no Congresso.

Inicialmente, a proposta era só para futuros blocos a serem licitados no pré-sal. Só então é que os estados produtores perderiam uma de suas fontes de receita, a participação especial. Depois, passou-se a incluir as áreas já licitadas nesta decisão de não dar mais participação especial aos estados produtores. A emenda Ibsen vai mais adiante e diz que para toda a produção de petróleo, a partir da sua promulgação, os royalties passam a ser divididos com todos os estados. Portanto, engana-se quem pensa que o assunto é para 2016. Ele foi trazido ao tempo presente. Sua aplicação será imediata se a emenda for aprovada.

O regime de concessão, que vigora há mais de dez anos, conseguiu feitos extraordinários, como o de aumentar os lucros da Petrobras muito mais do que a alta do petróleo no período. De 1997 para cá, os preços do petróleo subiram 200% e os lucros da Petrobras até 2008 subiram 943%, segundo a comparação feita pelo Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Os dados do balanço de 2009 só vão sair hoje. Neste período, aumentou a arrecadação de impostos do petróleo, a entrada de capital estrangeiro, e quase dobraram as reservas do Brasil. Não há explicação para que o governo decida mexer no modelo que deu certo até agora, fortaleceu a empresa brasileira, fez com que 70 empresas nacionais e estrangeiras viessem investir na área.

A única explicação para mudar agora o modelo é fazer, para usar a expressão do presidente Lula, uma "gracinha eleitoral". Se quiser uma discussão séria sobre mudança do modelo, o governo pode deixar tudo para depois da temporada de gracinhas, e assim o país poderá discutir o assunto a sério no ano que vem. A melhor forma de discutir uma revisão dos impostos de petróleo é dentro de uma reforma tributária.

Há muitos pontos interessantes levantados por brasileiros de outros estados e que devem ter resposta. Perguntas do tipo: por que uma riqueza que é do Brasil todo deve ficar com o Rio? Estado tem mar territorial, ou o mar é dos brasileiros em geral?

As respostas estão na Constituição. Artigo 20. É tudo da União: mar, rios, ilhas fluviais, lagos, potencial hidráulico, recursos da plataforma continental, recursos minerais, cavernas, terras. Tudo.

Então, a discussão acabou aqui? Não, porque tem o parágrafo primeiro do mesmo artigo que diz que os estados e municípios têm o direito de participar "do resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva". Ou então têm direito a "compensação financeira por esta exploração".

Conclusão: sim o mar é de todos, mas a Constituição aceita a figura do mar territorial e plataforma continental dos estados. Sim, tudo é da União, mas os estados e municípios têm o direito de ou participar do resultado dessa exploração econômica ou ser compensado financeiramente.

Lula não quer em ano eleitoral desagradar cariocas, nem nordestinos, nem gaúchos, nem quaisquer moradores dos entes federados. Por isso, culpa o Congresso pelo imbróglio, quando foi ele mesmo que iniciou toda essa discussão e foi sua base que aprovou a emenda da discórdia. Diz que a bola está no Congresso, quando foi ele que iniciou o jogo na hora errada. Tenta não tomar posição para não perder votos e popularidade. Torce para que no final a Justiça considere a emenda Ibsen inconstitucional e ele possa lavar as mãos, mais uma vez. Enquanto isso, Lula se apresenta como grande estadista capaz de resolver a insanável fratura do Oriente Médio.

É papel do presidente da República do Brasil mediar um conflito dessas proporções na Federação. Se os estados se desentendem, a fratura se aprofunda, é a União que pacifica, e por isso tem o nome que tem.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

BBB 10 A Vergonha, contra a familia e os valores morais

Para refletir (recebi e concordo).

Leia, e confirme! a Rede Globo é o maior instrumento de destruição de famílias que existe no nosso país

 


BBB 10 A Vergonha

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A décima (está indo longe) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 10 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos "heróis", como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB 10 é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 10. Ele prometeu um "zoológico humano divertido" . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os "animais" do "zoológico": o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a "não sou piranha mas não sou santa", o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o "escolhido" receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores )

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um artigo de Jabor, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças.. , namorar..., ir a igreja, orar, buscar a presença de Deus ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Autor Desconhecido

 

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Declarações - presidente ou candidato.



Texto abrandado pelo blogueiro para ser publicado.

 

 

 

LULA DECLAROU OUTRO DIA:

 

-"Na verdade, não sei quando sou presidente e quando sou candidato... "

 

O Zé Simão, na Folha de São Paulo, inteligentemente acabou com a dúvida:

 

" Quando ele está fazendo bobagem é presidente;
   Quando está prometendo
bobagem é candidato ."


e:


" Quando ele sabe de tudo , é candidato ;

   Quando ele não sabe de nada , é presidente "